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Com a ascensão ao pódio do índice Tiobe, de mais projetos no GitHub, no Stackoverflow, e quase qualquer outro índice de popularidade de linguagens, o "rebote" veio forte: em algumas mídias, de repente se tornou "feio" programar em Python. "linguagem de scripts pra iniciantes", "linguagem desestruturada" "eu não usaria", "LENTA", "Interpretada". Será que é isso?
Fatores psicológicos de "se é do povão, sou contra" à parte, vamos descer as raízes do sucesso da linguagem: sua ergonomia, e subir de volta ao seu ponto "popularmente" mais fraco: a velocidade.
Nos últimos meses circulou um gif animado "demonstrando" a "performance" das linguagens, em que Python aparecia em último em um certo benchmark, milhares de vezes mais lenta que as linguagens "chiques" ou de "desenvolvedores sérios".
A proposta é (1) perceber que aquilo é um meme, (2) Python NÃO PRECISA ser mais rápido do que a ordem de grandeza atual e (3) Python PODE ser ordens de grandeza mais rápido do que é. E como tudo isso está relacionado com seus pontos mais fortes.
Mais tecnicamente: vamos entender
- porque a sintaxe e expressividade que todos amamos não precisa ter um único caminho para se tornar o código que é executado, e quais vias para "velocidade bruta" estão abertas,
- e qual o papel de Python como linguagem orquestradora de código de alta performance.
